quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Desafios aos Viajantes

.O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia,
Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia,
O Tejo tem grandes navios
E navega nele ainda,
Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
A memória das naus.
(…)
Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa


quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Diário de Viagem

O coração de cada um vai juntar-se num grande grupo, na viagem de maio, e formar uma instalação artística promissora! Corações em "viagem"...







sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Santos "de verão"




A 13 de junho, celebra-se o Dia de Santo António. Mais adiante, o dia de São João (24 de junho), depois o de São Pedro (29 de junho) – e mais se poderiam acrescentar até ao Dia de Todos-os-Santos. Cada dia do calendário tem um ou mais santos e a sua celebração – independentemente de se acreditar ou não, e em que grau, nos dogmas, preceitos e enigmas da santidade – é uma boa oportunidade para se festejar. Nas vilas e aldeias portuguesas (ou nos bairros das grandes cidades), os santos “de verão” constituem um ótimo pretexto para organizar festas e procissões, bailaricos e vendas, comer farturas, pão com chouriço e sardinha assada… São festas com grandes tradições e duram dias, e até mesmo o mês de Junho já está como consagrado, amiúde, "às festas da cidade", tendo sempre o santo como padroeiro e mentor.

(adaptado do artigo do prof. Mário Cordeiro para o jornal i - junho 2016)


Noite de S. João para Além do Muro do Meu Quintal

Noite de S. João para além do muro do meu quintal.
Do lado de cá, eu sem noite de S. João.
Porque há S. João onde o festejam.
Para mim há uma sombra de luz de fogueiras na noite,
Um ruído de gargalhadas, os baques dos saltos.
E um grito casual de quem não sabe que eu existo.

“Poemas Inconjuntos” - Alberto Caeiro, heterónimo de Fernando Pessoa


terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Desafios aos Viajantes


Viagem com Alma: Santos e Populares

As Festas de Lisboa enchem de animação os recantos mais típicos da cidade e trazem à rua milhares de pessoas. 
Santo António, muito venerado em Lisboa e tratado como um verdadeiro padroeiro da cidade, dá o mote para as festas que atingem o seu ponto alto na noite de 12 de junho, com o desfile das marchas populares na Avenida da Liberdade. Na tarde do dia 13, a procissão em honra deste santo popular, que tem fama de casamenteiro, percorre as ruas que rodeiam a Sé e dá o cunho religioso às festas. As noites são animadas pelos arraiais nos bairros típicos de Lisboa, do Castelo à Mouraria, Graça, Alfama, Ajuda e Bairro Alto, com muita música e dança ao ritmo das canções populares. Enfeitadas com grinaldas e globos coloridos, as ruas são invadidas pelo cheiro da sardinha assada e pelos aromas dos manjericos acompanhados de um cravo de papel e de uma quadra alusiva a Santo António.

Viajaremos por este ambiente de festa e tradições... Venham connosco porque gostamos da vossa companhia!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Para Além da Curva da Estrada


Para além da curva da estrada 
Talvez haja um poço, e talvez um castelo, 
E talvez apenas a continuação da estrada. 
Não sei nem pergunto. 
Enquanto vou na estrada antes da curva 
Só olho para a estrada antes da curva, 
Porque não posso ver senão a estrada antes da curva. 
De nada me serviria estar olhando para outro lado 
E para aquilo que não vejo. 
Importemo-nos apenas com o lugar onde estamos. 
Há beleza bastante em estar aqui e não noutra parte qualquer
Se há alguém para além da curva da estrada,
Esses que se preocupem com o que há para além da curva da estrada.
Essa é que é a estrada para eles.
Se nós tivermos que chegar lá, quando lá chegarmos saberemos.
Por ora só sabemos que lá não estamos.
Aqui há só a estrada antes da curva, e antes da curva
Há a estrada sem curva nenhuma.


Alberto Caeiro. heterónimo de Fernando Pessoa, in "Poemas Inconjuntos"