Entre imagens, formas e ecos da terra, vamos percorrer um território onde o olhar humano se encontra com o sopro do mítico. Animais surgirão lado a lado com muros de pedra, casas caiadas, montes e aldeias, não como mundos separados, mas como histórias entrelaçadas numa mesma respiração.
VIAGENS COM ALMA
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa... O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.” José Saramago (1981) [adaptado]
domingo, 29 de março de 2026
O Bosque
Estamos a criar um bosque, no momento da passagem do final do dia para a noite, onde a luz se dissolve nas cores e as árvores parecem surgir como memórias difusas. Um lugar silencioso e misterioso, onde cada mancha e cada plano e transparência criam atmosferas inesperadas. Entre troncos e folhagens surge a presença discreta de animais — figuras enigmáticas que habitam a fronteira entre o real e o imaginado. As suas silhuetas observam o espaço em silêncio, integradas na paisagem como símbolos de mistério e contemplação.
sexta-feira, 20 de março de 2026
Pega-rabuda - Traço a preto e branco
A pega-rabuda cruza o céu como um traço a preto e branco, desenhado no ar. A sua cauda longa prolonga o movimento e as penas escuras guardam brilhos escondidos, azuis e verdes, que só aparecem quando a luz lhes toca. Observadora e curiosa, esta ave habita o limite entre o natural e o humano, pousando onde o olhar se demora. A pega-rabuda convida-nos a ver para além do óbvio: a descobrir formas, contrastes, ritmos e silêncios — como quem aprende a desenhar com os olhos antes de desenhar com as mãos.
Cardo - Do mato
Nesta proposta de trabalho, desafia-se os alunos a observar o cardo não apenas como planta silvestre, mas como objeto artístico: uma forma escultórica natural, rica em texturas, volumes e ritmos visuais. A estrutura espinhosa, a geometria das folhas e das flores, e o contraste entre aspereza e delicadeza oferecem um vasto campo para exploração no desenho e na pintura. Ao mesmo tempo, a ligação cultural do cardo ao território — presente em lendas, tradições agrícolas e no imaginário rural — permite aprofundar o olhar sobre a identidade visual das regiões do Alentejo e das Beiras.
Do campo - A Cor do Sabor
Mais do que um alimento, o alho assume-se como um símbolo de autenticidade e saber popular, presente nas cozinhas, feiras e campos das gentes beirãs. O seu aspeto rústico e as suas formas orgânicas oferecem múltiplas possibilidades plásticas, permitindo explorar luz, textura, cor e volume com liberdade expressiva.
A escolha deste motivo pretende, assim, valorizar o quotidiano e o simbólico, transformando um objeto comum num tema de contemplação estética. Através da experimentação de técnicas e da sensibilidade artística individual, esta obra procura captar a essência do “viajar com alma”: descobrir beleza no simples e identidade no detalhe.
A Geometria das Abelhas (trabalhos do 7.º A)
As abelhas são insetos
fundamentais para a natureza porque polinizam flores, permitindo que muitas
plantas se reproduzam. Vivem em colmeias muito organizadas e constroem favos
feitos de hexágonos perfeitos, onde guardam mel e cuidam das larvas. A
estrutura dos favos é um exemplo fascinante de como a natureza usa a geometria
de forma eficiente e harmoniosa.
Trevo - Folha Coração (trabalhos do 7.º A)
Os trevos são pequenas plantas com folhas geralmente divididas em três partes, símbolo de simplicidade e harmonia na natureza. Em muitas culturas, representam sorte, esperança e proteção, especialmente quando apresentam quatro folhas, algo raro e especial. A sua forma simétrica e delicada inspira artistas a criar padrões e desenhos criativos, transformando cada folha numa oportunidade de explorar cores e texturas. Assim, o trevo deixa de ser apenas uma planta e torna-se também um símbolo visual cheio de significado.






















