quarta-feira, 1 de abril de 2026

Cores Quentes - Entusiasmo Vibrante

 Estamos a dar as últimas pinceladas nos cenários… mesmo após o fim das aulas e em plena fase de reuniões de avaliação do 2.º período, um grupo dedicado de alunos juntou-se para dar vida a grandes composições. Os tons quentes que agora preenchem este cenário refletem, de forma vibrante, o entusiasmo com que aguardamos os dias de montagem da exposição. Apesar do ritmo intenso e do trabalho exigente, todo este processo de criação revela-se profundamente gratificante.




domingo, 29 de março de 2026

Exposição "SINFONIA SELVAGEM"

 Entre imagens, formas e ecos da terra, vamos percorrer um território onde o olhar humano se encontra com o sopro do mítico. Animais surgirão lado a lado com muros de pedra, casas caiadas, montes e aldeias, não como mundos separados, mas como histórias entrelaçadas numa mesma respiração.


O Bosque

Estamos a criar um bosque, no momento da passagem do final do dia para a noite, onde a luz se dissolve nas cores e as árvores parecem surgir como memórias difusas. Um lugar silencioso e misterioso, onde cada mancha e cada plano e transparência criam atmosferas inesperadas. Entre troncos e folhagens surge a presença discreta de animais — figuras enigmáticas que habitam a fronteira entre o real e o imaginado. As suas silhuetas observam o espaço em silêncio, integradas na paisagem como símbolos de mistério e contemplação.


Esta peça faz parte de um dos planos do "dossel" do Bosque que ficará carregado de enigmas... Este Bosque vai trazer-nos contos contados antigamente à lareira, nas regiões da Beira e Alentejo.

sexta-feira, 20 de março de 2026

Pega-rabuda - Traço a preto e branco

 A pega-rabuda cruza o céu como um traço a preto e branco, desenhado no ar. A sua cauda longa prolonga o movimento e as penas escuras guardam brilhos escondidos, azuis e verdes, que só aparecem quando a luz lhes toca. Observadora e curiosa, esta ave habita o limite entre o natural e o humano, pousando onde o olhar se demora. A pega-rabuda convida-nos a ver para além do óbvio: a descobrir formas, contrastes, ritmos e silêncios — como quem aprende a desenhar com os olhos antes de desenhar com as mãos.


Cardo - Do mato

 Os cardos fazem parte da paisagem rural portuguesa e, em particular, assumem um papel marcante nas regiões do Alentejo e das Beiras. Seja nas extensas planícies alentejanas, douradas pela luz intensa do verão, ou nos campos irregulares das Beiras, onde se misturam culturas, matos e pastagens, o cardo surge como um elemento resistente, adaptado à dureza do clima e à irregularidade dos solos. A sua presença constante testemunha a força da natureza e a capacidade de sobrevivência em ambientes desafiantes.

Nesta proposta de trabalho, desafia-se os alunos a observar o cardo não apenas como planta silvestre, mas como objeto artístico: uma forma escultórica natural, rica em texturas, volumes e ritmos visuais. A estrutura espinhosa, a geometria das folhas e das flores, e o contraste entre aspereza e delicadeza oferecem um vasto campo para exploração no desenho e na pintura. Ao mesmo tempo, a ligação cultural do cardo ao território — presente em lendas, tradições agrícolas e no imaginário rural — permite aprofundar o olhar sobre a identidade visual das regiões do Alentejo e das Beiras.




Do campo - A Cor do Sabor

 Mais do que um alimento, o alho assume-se como um símbolo de autenticidade e saber popular, presente nas cozinhas, feiras e campos das gentes beirãs. O seu aspeto rústico e as suas formas orgânicas oferecem múltiplas possibilidades plásticas, permitindo explorar luz, textura, cor e volume com liberdade expressiva. 

A escolha deste motivo pretende, assim, valorizar o quotidiano e o simbólico, transformando um objeto comum num tema de contemplação estética. Através da experimentação de técnicas e da sensibilidade artística individual, esta obra procura captar a essência do “viajar com alma”: descobrir beleza no simples e identidade no detalhe.






A Geometria das Abelhas (trabalhos do 7.º A)

As abelhas são insetos fundamentais para a natureza porque polinizam flores, permitindo que muitas plantas se reproduzam. Vivem em colmeias muito organizadas e constroem favos feitos de hexágonos perfeitos, onde guardam mel e cuidam das larvas. A estrutura dos favos é um exemplo fascinante de como a natureza usa a geometria de forma eficiente e harmoniosa.