Alentejo e Beiras, tão diferentes e tão próximas, onde a vida selvagem persiste. Em cada canto, um olhar; em cada gesto, um som. São fragmentos de um mundo que respira para além do humano, onde o tempo corre ao ritmo das estações e da lua, e onde a natureza é simultaneamente pintora, escultora e criadora de sinfonias. Percorrendo estas terras, sentimos o chamamento da liberdade: o coração do Alentejo, amplo e aberto; a alma das Beiras, misteriosa e profunda. E se escutarmos com verdadeira atenção, perceberemos que a vida selvagem não é apenas visível — ela habita os sons, os cheiros, a luz que dança nas folhas e nas pedras. É esse olhar atento e sensível que a próxima exposição nos propõe. Entre imagens, cenários e ecos da terra, vamo-nos deixar conduzir por esta viagem com alma, onde a vida selvagem se encontra com a memória humana. Animais pintados e desenhados surgem lado a lado com a arquitetura popular, os muros de pedra, as casas caiadas, os montes e aldeias que moldam o quotidiano do Alentejo e das Beiras — não como mundos separados, mas como partes de uma mesma paisagem vivida.
Próxima exposição: 7 de maio
Já começámos com novos trabalhos e a criação de nova cenografia que se entrelaçará com a já existente.



Sem comentários:
Enviar um comentário