Os cardos fazem parte da paisagem rural portuguesa e, em particular, assumem um papel marcante nas regiões do Alentejo e das Beiras. Seja nas extensas planícies alentejanas, douradas pela luz intensa do verão, ou nos campos irregulares das Beiras, onde se misturam culturas, matos e pastagens, o cardo surge como um elemento resistente, adaptado à dureza do clima e à irregularidade dos solos. A sua presença constante testemunha a força da natureza e a capacidade de sobrevivência em ambientes desafiantes.
Nesta proposta de trabalho, desafia-se os alunos a observar o cardo não apenas como planta silvestre, mas como objeto artístico: uma forma escultórica natural, rica em texturas, volumes e ritmos visuais. A estrutura espinhosa, a geometria das folhas e das flores, e o contraste entre aspereza e delicadeza oferecem um vasto campo para exploração no desenho e na pintura. Ao mesmo tempo, a ligação cultural do cardo ao território — presente em lendas, tradições agrícolas e no imaginário rural — permite aprofundar o olhar sobre a identidade visual das regiões do Alentejo e das Beiras.







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