O sol egípcio reina absoluto no céu, um deus incandescente que derrama ouro líquido sobre as dunas infinitas. Sob a sua luz implacável, o deserto arde e respira e o calor dança no horizonte, ondulando como um véu de miragens...

“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa... O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.” José Saramago (1981) [adaptado]
O abelharuco (Merops apiaster) é uma ave colorida e esguia encontrada no Egito, especialmente em áreas abertas, savanas e margens de rios. Conhecido pela sua habilidade em capturar insetos em pleno voo, ele alimenta-se principalmente de abelhas e vespas, removendo o ferrão antes de ingeri-las. A sua plumagem vibrante, com tons de azul, verde e amarelo, faz dele uma das aves mais belas da região. Além da sua impressionante destreza aérea, o abelharuco é uma espécie migratória, viajando entre a Europa e África ao longo do ano. No Egito, ele pode ser observado durante as suas rotas migratórias, formando grandes bandos que cruzam o céu em busca de alimento e locais adequados para descanso. O seu canto melodioso e comportamento social reforçam a sua presença marcante na fauna egípcia, sendo um símbolo da riqueza natural do país.
No nosso atelier estamos a criar muito material cenográfico: camelos, cenários com palmeiras, deuses do Antigo Egito. Grão a grão de areia, vamos ganhando o nosso deserto!
No coração do deserto, onde o horizonte se dissolve em ondas de calor e areia, desenrola-se a silenciosa marcha de uma cáfila. Cada animal carrega consigo não apenas mercadorias, mas histórias tecidas pelos ventos, relatos de civilizações distantes e segredos sussurrados pelas estrelas.
Começámos a criar vários camelos para enriquecerem a paisagem que sonhamos apresentar em maio, na nossa exposição "Areias de História". Com este intuito, pouco a pouco, vão "nascendo" os nossos animais.
Os deuses do Antigo Egito desempenhavam um papel central na vida espiritual, cultural e política do povo egípcio. Eram considerados entidades poderosas que regiam aspetos fundamentais da natureza, da sociedade e da existência humana, como a vida, a morte, a fertilidade e a ordem cósmica. Os egípcios acreditavam que o universo era sustentado pelo Ma'at (a ordem e a harmonia cósmica), e os deuses eram responsáveis por manter esse equilíbrio. Cada cidade ou região tinha as suas próprias divindades locais, mas muitas delas acabavam por se integrar em mitos maiores, criando uma rica e complexa mitologia que influenciava todos os aspetos da vida egípcia. Cada deus possuía atributos específicos, muitas vezes representados de forma simbólica através de figuras antropomórficas ou zoomórficas, que expressavam os seus poderes e funções.
No regresso às aulas, iniciamos o nosso trabalho com uma abordagem sobre os deuses do Antigo Egito e conscientes que a relação entre os egípcios e os seus deuses era profundamente simbiótica: enquanto os deuses forneciam proteção, prosperidade e ordem, os humanos, através dos seus rituais e devoções, mantinham a força vital das divindades. Os deuses do Antigo Egito desempenhavam um papel central na vida espiritual, cultural e política do povo egípcio. Eram considerados entidades poderosas que regiam aspetos fundamentais da natureza, da sociedade e da existência humana, como a vida, a morte, a fertilidade e a ordem cósmica. Os egípcios acreditavam que o universo era sustentado pelo Ma'at (a ordem e a harmonia cósmica), e os deuses eram responsáveis por manter esse equilíbrio. Cada cidade ou região tinha as suas próprias divindades locais, mas muitas delas acabavam por se integrar em mitos maiores, criando uma rica e complexa mitologia que influenciava todos os aspetos da vida egípcia.
Nesta abordagem, os nossos artistas criarão figuras de grandes dimensões utilizando o cartão como suporte e tintas de água como meio expressivo.