Nesta proposta de trabalho, desafia-se os alunos a observar o cardo não apenas como planta silvestre, mas como objeto artístico: uma forma escultórica natural, rica em texturas, volumes e ritmos visuais. A estrutura espinhosa, a geometria das folhas e das flores, e o contraste entre aspereza e delicadeza oferecem um vasto campo para exploração no desenho e na pintura. Ao mesmo tempo, a ligação cultural do cardo ao território — presente em lendas, tradições agrícolas e no imaginário rural — permite aprofundar o olhar sobre a identidade visual das regiões do Alentejo e das Beiras.
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa... O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.” José Saramago (1981) [adaptado]
sexta-feira, 20 de março de 2026
Cardo - Do mato
Os cardos fazem parte
da paisagem rural portuguesa e, em particular, assumem um papel marcante nas
regiões do Alentejo e das Beiras. Seja nas extensas planícies alentejanas,
douradas pela luz intensa do verão, ou nos campos irregulares das Beiras, onde
se misturam culturas, matos e pastagens, o cardo surge como um elemento
resistente, adaptado à dureza do clima e à irregularidade dos solos. A sua
presença constante testemunha a força da natureza e a capacidade de
sobrevivência em ambientes desafiantes.
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