Estamos a criar um bosque, no momento da passagem do final do dia para a noite, onde a luz se dissolve nas cores e as árvores parecem surgir como memórias difusas. Um lugar silencioso e misterioso, onde cada mancha e cada plano e transparência criam atmosferas inesperadas. Entre troncos e folhagens surge a presença discreta de animais — figuras enigmáticas que habitam a fronteira entre o real e o imaginado. As suas silhuetas observam o espaço em silêncio, integradas na paisagem como símbolos de mistério e contemplação.
“A viagem não acaba nunca. Só os viajantes acabam. E mesmo estes podem prolongar-se em memória, em lembrança, em narrativa... O fim de uma viagem é apenas o começo de outra. É preciso voltar aos passos que foram dados, para repetir e para traçar caminhos novos ao lado deles. É preciso recomeçar a viagem. Sempre. O viajante volta já.” José Saramago (1981) [adaptado]
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