A pega-rabuda cruza o céu como um traço a preto e branco, desenhado no ar. A sua cauda longa prolonga o movimento e as penas escuras guardam brilhos escondidos, azuis e verdes, que só aparecem quando a luz lhes toca. Observadora e curiosa, esta ave habita o limite entre o natural e o humano, pousando onde o olhar se demora. A pega-rabuda convida-nos a ver para além do óbvio: a descobrir formas, contrastes, ritmos e silêncios — como quem aprende a desenhar com os olhos antes de desenhar com as mãos.


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